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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Cuitelinho

Cheguei na bera do porto
onde as onda se espaia.
As garça dá meia volta,
senta na bera da praia.
E o cuitelinho* não gosta
que o botão de rosa caia.

Quando eu vim de minha terra,
despedi da parentaia.
Eu entrei no Mato Grosso,
dei em terras paraguaia.
Lá tinha revolução,
enfrentei fortes bataia.

A tua saudade corta
como aço de navaia.
O coração fica aflito,
bate uma, outra faia.
E os oio se enche d'água
que até a vista se atrapaia.


Ao ler "A Língua de Eulália" (Marcos Bagno), esse texto me chamou muito a atenção. Divido-o agora com quem estiver por aqui.

*Cuitelinho = Beija-flor

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